Talvez este não seja o momento para algumas coisas acontecerem E isso também significa que está certo. Nem sempre o que pedimos é o que precisamos A vida nos prega peças e, se você não sabe analisá-la, é mais um a cair No jogo da vida Ilógico e nada racional Queria entender por que insistimos em complicar as coisas Elas são tão simples, tão pequenas Mas engrandecemos o que não precisávamos Sei lá, parece que eu tenho tanta coisa para jogar fora de mim Tem muita coisa na vida que não dá para verbalizar As palavras se limitam em pensamento, em ideia, em ideal Meus lábios movimentam, articulam, mas não há som Estou no cinema mudo da vida real Há a moral da história Mas há histórias sem moral, incompletas Ficam sem capítulo O autor foi embora, estava cansado já de escrever E eu volto ao ponto de onde parti. Tentando buscar nova página A página tem que mudar O livro tem que envelhecer Para comprarmos novos Vivenciarmos a experiência de cada nova palavra lida E sentir o sabor daquilo que se lê Sentir frio, calor, medo, paixão, alegria... Todos os sentimentos Na vida que consideramos a real para nós No nosso mundo material Há anos, meses, dias diferentes Somos os mesmos Mudamos com o tempo As crenças mudam As promessas se vão As palavras, quando apenas ditas, Podem ser deixadas Certo e errado Mas e a dúvida, qual é seu personagem? E a oração condicional surge: -E se??? Mas a verdade é que talvez nunca o seja... Porque não era para ser mesmo E nos torturamos com nossas pequenas histórias Clichês, medíocres Achando que foram grande coisa Descobrir a si mesmo antes Para descobrir as pessoas, as palavras, o que pensam e sentem Um sentido Ou vários sentidos Qual o ponto de referência Quando só enxergamos os detalhes? Talvez o mundo seja mais fácil de decifrar Do que meus próprios pensamentos Seria o simples acaso ou o pré-determinado? Tomara Deus, tomara, que eu não seja Só mais uma velhinha sentada no banco de praça Lembrando-me das coisas que eu deixei de fazer Coisas que eu deixei de viver Pessoas que eu deixei de conhecer Tomara Deus, tomara... Que eu não seja a que se lamenta Depois de tantos quantos forem os anos E talvez o tempo não seja nosso amigo no jogo da vida Os momentos se esvaem e tudo fica esquecido Tomara que não seja só mais uma sem nome, sem identidade Sem saber por que morro, o que faço aqui. Tomara, Deus, tomara... Que a vida seja gentil comigo Pois eu pretendo ser com ela Que as pessoas amem umas as outras E não apenas finjam que amam Que vivam E não apenas finjam viver Porque o gosto das situações O cheiro da chuva que cai no asfalto A terra, a grama O gosto do café com chocolate O orvalho da manhã A linguagem oculta em cada ponto Em cada vírgula e cada fato O mar vai e vem... as ondas são bonitas, embora sejam frias às vezes As ondas podem ser cruéis quando nos puxam ao encontro de ir e vir Quando não conseguimos mais sair do abismo, e tentamos dar o impulso A aflição de não poder respirar Ou de fixar demais a atenção em cada ciclo respiratório Nem um nem outro Tempo, não seja fugaz Não me escape pelas rugas da frustração Não faça com que eu me olhe no espelho e não me reconheça mais.
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 22h58
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Estava há algum tempo atrás conversando com um amigo e a discussão era que as pessoas estão tão egoístas, tão frias, que até me espanto quando vejo alguma atitude de solidariedade, respeito, amizade, carinho, amor... Um "bom dia" de alguém não tão íntimo ou uma atitude gentil. Muitas vezes, até tentamos evitar que as pessoas sejam assim conosco, por já estarmos "acostumados" com a brutalidade humana. Pessoas encaram a vida com despropósito, não possuem um objetivo ou planejamento. Normalmente, dizem ter, mas em tese, pois não seguem os passos para alcançar o que desejam e depois ficam cheias de lamentações e, sendo mais explícita, "chorando pelo leite derramado" (o Livro Leite Derramado é ótimo, por falar nisso)! O que eu observo é que os jovens não sabem o que querem da vida (falou aí a senhora que sou, de 23 anos! rs), vivem em dualidades e paradoxos... Não gosto de generalizar, mas a triste realidade é que as pessoas da geração Y a cada dia mais se afastam umas das outras e querem viver coisas momentâneas, passageiras... Porque se enjoam facilmente. Inventam um motivo infundado para sair do caminho que estão trilhando; desistem, acham que não levará a nada, dão desculpas esfarrapadas. O tempo é uma delas: Não tenho tempo para fazer academia, devido aos estudos/trabalho; não tenho tempo para pegar o folheto que você está me distribuindo; não tenho tempo para responder à sua pesquisa; não tenho tempo de viver uma série de coisas que talvez me fizessem bem, se eu as fizesse - mas não faço! Isso tudo também pode ser aplicado ao dinheiro: Não tenho dinheiro para sair; não tenho dinheiro para te ajudar; não tenho dinheiro para comprar refeições mais saudáveis. E tudo isso é devido a apenas uma coisa: o medo de ser infeliz, de sofrer, o medo do futuro! Claro que estou usando exemplos idiotas e continuarei fazendo isso até o final do texto (pode parar de ler, se quiser). Esses dias, passando pela sala de minha casa, com a TV ligada na rede Bobo, ouvi Pedro Bial perguntando aos Big Brothers o que era mais importante: intensidade ou longevidade. O que você responderia? Você prefere viver uma vida plena de felicidade, com longevidade, ou uma vida intensa? A grande maioria, ou, no caso do BBB, todos, responderam intensidade. É claro que a intensidade é boa. Mas ela não é duradoura... Você nunca tem a certeza de nada quando você tem intensidade. A intensidade pode trazer tédio na própria intensidade. Muitas vezes, ela nos torna pessoas inseguras, procurando respostas que não conseguimos encontrar por estarmos deveras ocupados nos estímulos negativos quando, verdadeiramente, essas respostas estão estampadas no modo como encaramos nossa vida, nosso dia-a-dia. Pensando mais além desse raciocínio, nós já sabemos a resposta para as nossas perguntas, internamente. Muito maior foi a minha surpresa no mesmo dia quando Bial ainda perguntou aos Brothers se o que queriam era retidão ou curvas. Se fosse para seguir uma linha de raciocínio, eles deveriam ter respondido “curvas". Mas não foi isso o que aconteceu. O que responderam, de fato, foi “retidão”. Essa é a grande chave para todas as nossas questões, e, aquilo que já disse no parágrafo anterior e ratifico: as pessoas estão paradoxais e contraditórias. Como viver uma vida intensa se você, no fundo, anseia pela retidão e pela plenitude? Este é o grande desejo do ser humano. Se realmente as pessoas querem a felicidade plena e eterna, não há como viver uma vida cheia de excessos. É claro que o excesso e a intensidade te dão uma sensação maravilhosa, mas que é momentânea. É muito bom comer chocolate quando você está na TPM. Mas, imagina, se você começar a comer chocolate em grandes quantidades, todos os dias? É muito bom comer pizza, de vez em quando. Mas, imagina, se você tornasse isso o seu cardápio diário? Algumas pessoas vindas de outros países, quando chegam aqui no Brasil, querem experimentar legumes, saladas e frutas tropicais. Porque elas não possuem isso em fartura lá fora. Não do modo como temos aqui, no Brasil. Muitas pessoas, principalmente nos EUA, comem lanches e coisas industrializadas diariamente. O prazer da ingestão de uma bebida alcoólica não durará para sempre. Não é possível ter a sensação de felicidade plena com o uso de drogas. Todos esses excessos trarão grandes conseqüências e, sempre, e digo sempre, as conseqüências serão ruins. Um exemplo: usuários de cocaína dizem que, ao utilizar a tal droga, sentem-se donos do mundo. Entretanto, a sensação do dia seguinte é de impotência, fraqueza, tristeza e, até, depressão, muitas vezes. O que todas essas pessoas (citadas em diversos exemplos) procuram - e isso também está incluído a mim, Rebeca PESSOA -, na realidade, é o prazer, a felicidade plena, mas, infelizmente, estão realizando isso da forma incorreta, tentando buscar o conforto para suas inseguranças nas drogas, na alimentação desregrada, nas noites mal dormidas, nos excessos. Elas estão vivendo a vida na intensidade e em curvas e não estão, de fato, buscando longevidade e retidão. O que quero dizer é que muita gente acha que excesso e intensidade é sinônimo de felicidade plena. E não é! Muita gente acha que fazendo da intensidade e dos excessos uma rotina, terão uma vida maravilhosa! E não é isso o que costumamos ver, não é isso o que é comprovado na história da humanidade. Isso pode ser visualizado em casamentos ou relações duradouras e em casamentos e relações passageiras, que logo acabam. Pois o tempo e a intensidade não combinam. A intensidade pode trazer também um grande tédio. O tédio pela vida exagerada e sem sentido; o tédio pela riqueza demais, sem saber com o que se gasta e sem saber o que pode ser de verdade em sua vida; o tédio em sempre viver na materialidade e futilidade; o tédio de ir todo o final de semana para uma balada sem conversar de fato com seus amigos; o tédio de ver as pessoas bebendo e passando mal depois da bebedeira... Entre outras coisas. Com este texto, posso até parecer meio moralista e certinha demais, o que não é verdade, e nem quero que seja. Não é minha intenção ficar pregando aqui que nem uma pastora, longe disso. Acho que todos têm o direito de fazer algumas extravagâncias, mas sem que se torne disso um hábito. O ser humano tem uma grande facilidade em se acomodar. Se acomoda em situações prejudiciais e descontroladas. É o que seu instinto diz para que ele faça. Mas nem sempre o instinto é a decisão certa a tomar, estou errada? Entretanto, sou da opinião que devemos experimentar tudo, as mais diversas situações que você está preparado para vivenciar, até que você se dê conta de que não é aquilo o que você quer na sua vida, porque não está mais te fazendo nenhum sentido. Não há mais o que explorar e o que aprender (sempre se aprende algo, mesmo errando, estamos aprendendo a evitar os mesmos erros). Não há sentimento, não há plenitude e, muito menos, não há felicidade. Tente se recordar do momento em que você esteve feliz, pleno de si e equilibrado. Você se lembra? Foram raros estes momentos meus e talvez seja esta a minha resposta! Por que será que tantos fatos se repetem em sua vida? Por que será que não encontramos o sentido de tudo? As pessoas ainda não descobriram que a verdadeira felicidade não é feita apenas de bons momentos. Ela é TAMBÉM feita disso. Mas a felicidade está muito mais em nosso dia-a-dia, na rotina que quase ninguém sabe conviver e que é transformada em caos por nós, quando poderia ser bem diferente. Ao invés de nos queixarmos todos os dias pelo nosso trabalho, deveríamos agradecer por ter um e não estar morrendo de fome ou morando nas ruas; ao invés de reclamar que a vida é injusta, procure fazer justiça com os outros; ao invés de criticar o egoísmo das pessoas, tente ser solidário com as demais. E, voltando aos exemplos feitos logo no começo do texto, ao invés de dizer que não tem tempo de se exercitar, procure um dia em sua agenda para isso; ao invés de dizer que não tem dinheiro para sair, procure fazer passeios que não gastam dinheiro (tem várias opções em São Paulo, isso eu garanto!). E pare de inventar desculpas para não enfrentar seus medos e para se tornar uma pessoa realmente feliz! É claro que esta tarefa não é fácil e, mesmo pra mim, que aqui escrevo, muito menos! Posso também ter sido paradoxal em minhas reflexões, pois é isso que eu digo que as pessoas estão se tornando, neste texto. Se a minha geração está assim e eu faço parte da mesma, logo, eu também sou assim (por um silogismo). Mas, talvez, quem sabe assim, escrevendo, tais ensinamentos e palavras que aqui utilizo com tamanha destreza (ou melhor, "canhoteza", no meu caso) ficam assimiladas em meus pensamentos e ações para que eu também mude no que eu realmente preciso mudar, modificar em minha vida? Ah... Se as atitudes fossem tão fáceis de serem feitas como se mostram, dizem e se escrevem as palavras... O mundo estaria mil vezes melhor do que é atualmente! Ninguém é perfeito, nem nunca será. Entretanto, acredito que mesmo na imperfeição pode existir beleza e felicidade, basta tentarmos enxergar nosso cotidiano com mais vontade e otimismo.
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 16h54
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O tempo à toa traz tédio O tempo cheio voa Complicado o dia todo Toca o tic Toca o tac O tempo toca Dá meia volta Tudo tem tempo Feriado, dia útil Temo o tempo Tamanha distância Tamanha torcida Tivesse o tempo Trazido tudo de volta Mas o tempo não volta Se ele volta é outro tempo Porque o outro está para trás O tempo não espera O tempo muda e não muda O tempo também transforma O tempo é como o vento Traz tristeza Traz vontade Trouxe vida, trouxe a arte Tivesse você tempo de novo Mas não tem Meu tempo também acabou O tempo se mistura No vento No deserto Futuro e passado O tempo aumenta O tempo me cansa O tempo te tira daqui O tempo te traz aqui O tempo todo penso O tempo é exato O tempo é relativo Tempo é mente Só o tempo mostra Que o que existe e toca Não muda, não troca Apenas o que sente Por mais que tente Sempre volta Mesmo que diferente Tenho todo o tempo E nenhuma certeza Do tempo, só sei que existe Em suas relatividades e abstrações
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 11h06
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Sabe assim, aquele enjôo de gente? Aquela tontura que às vezes dá em ver gente? Pois é, a Clarice estava certíssima. E tem mais: tenho preguiça de gente também Sabe? É preguiça mesmo Preguiça de ter que explicar Preguiça de argumentar Porque, sinceramente Tem gente Que não tem muito o que falar Discussões à parte Eu sou um micróbio em meio ao universo E o tempo está dentro da imensidão Perde-se tempo demais com gente micróbio É por isso que me dá aquela canseira Chega uma hora que nem o espelho me aguenta Ele também tem preguiça de gente É... Preguiça... De gente... Gente que não acrescenta Gente que fala demais e faz de menos Preguiça de voltar atrás Preguiça de tentar Porque não vale tudo isso Preguiça até de ter preguiça Por mim eu só ficava deitada Ouvindo os absurdos da vida Por mim eu nem saía do banco Ficava olhando a janela E vendo passar tanta gente preguiçosa por aí feito eu
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 02h04
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Bonecas Manequins de vitrine Robôs e carcaças
Peças de roupas descartáveis Use-as Jogue o jogo
Ideias, ideais, personalidade?? Qual é a importância?
São manequins! Manequins tão bonitos com olhos apagados Manequins tão belos com almas despedaçadas
Nada mais além da superfície São objetos
Tudo o que importa é o suporte que carrego Carcaça deteriorada pela terra
Marionetes caladas Submissão Olhos enfaixados Pessoas são substituíveis Palhaços estão no senado Comediantes estão na cadeia Estudantes estão revoltados O tempo está adoidado Quanto mais abstrato, pior é Quanto mais obeso, pior fica Quanto mais carcaça, menos alma Ônibus e carros, celulares disparam Tudo é fugaz e imaginário Tudo se desfaz rápido demais Não se sente mais o gosto das coisas Não se tocam mais as pessoas Não se mostram mais os olhos Apenas robôs andando como a sociedade prega Apenas máquinas embaladas como dita a regra
Não há palavras, não há gritos Há inconstância Há mudez Há surdez Conformidade no casal Que sentou à mesa de jantar E não trocou um olhar Pessoas esponjas Como confiar?
Quem é você? Não há resposta no google para esta pergunta Não há foto que reviva o sentimento do momento
A sociedade quer carcaças sem opinião Os homens querem os manequins de vitrine mudos Sentimentos mudam o tempo todo Pessoas mudam a cada 2 minutos Pessoas vivem na sombra Pessoas são máscaras Mistérios não revelados Tristezas e alegrias Decepções Um ciclo, giram rápido como o relógio gira...

Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 17h24
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Quebrando os muros desta vida. Tentamos achar explicação para o que não foi, para aquilo que não deu certo por uma opção que fizemos. Escolhas... Sempre temos de fazê-las e nunca sabemos se foram as melhores. Pois tudo parece incerto naquele momento, e você titubeia, muitas vezes. Exatamente por isso é que há o ponto de interrogação. Dúvidas, tenho um milhão de dúvidas. Há muita coisa que parece não ter sido finalizada concretamente. E talvez, se eu tivesse corrido atrás para saber melhor, mesmo que me arrependesse do que fiz, ao menos, eu teria essa certeza. Antes ter recebido uma resposta negativa, a não ter nenhuma resposta. Embora muito disso me deixe confusa, sabemos que relacionamentos envolvem convivência, e a convivência envolve sempre mais do que uma pessoa. Talvez essas respostas não dependessem apenas de mim, mas, também, da outra parte. Analisando os poucos anos que vivi, já existe muita falta de clareza nos fatos. Fatos que vão embora da minha mente, e depois voltam, como um turbilhão, e as perguntas ecoam nos meus pensamentos. É como sonhar repetidas vezes com a mesma coisa. Será que as pessoas, em geral, também não sentem essa interrogação na sua vida, essa falta de completude? No fundo, somos grandes covardes, estamos sempre atrás do muro, com medo de destruí-lo. E, permanecendo com esta atitude, você começa a andar em círculos. Os fatos vão se repetindo, e repetindo, e repetindo. Chega um momento da vida em que você aprende que as coisas devem ser esclarecidas na hora e que você nunca deve deixar de dizer nada do que pensa. Não sei se eu fiz ou agi certo. Mas uma amiga me disse que “é melhor não ficar pensando no que poderia ter sido, pois se fosse para ser, já teria acontecido e você saberia as respostas de tudo agora”. E aquelas respostas que eu não tive, no passado, basta simplesmente deixá-las se dissolver com o tempo, o deus do esquecimento. Às vezes, nem tudo precisa ou tem uma resposta. Nem tudo tem lógica, e nem precisa ter. A vida já é bastante ilógica dentro de si, o que dirá os fatos que a cercam... A vida é complexa demais para ficarmos tentando achar soluções matemáticas para ela; não há análise quantitativa que a supere; ela apenas é, com suas maravilhas, desgostos e sabores, do amargo ao mais adocicado. "The sweet is never sweet without the sour" (Vanilla Sky). 
Se você pudesse viver do jeito que gostaria, você viveria? O que você deseja que aconteça é o que realmente você quer que aconteça? Quantas vezes já nos perguntamos se nossas escolhas deveriam ter sido outras? Será que elas realmente valeriam a pena? Ou será que tudo o que fizemos foi o que realmente deveria ter sido feito? Será que toda essa percepção de "fazer algo diferente" não seria uma grande ilusão nossa? Se decidimos optar por um caminho e não pelo outro, foi por um motivo. Se não estamos com aquela pessoa, talvez seja porque não deveríamos estar mesmo. Talvez você tenha idealizado muito em cima de muito pouco. Chego à conclusão de que preciso parar de racionalizar tudo, parar de tentar achar respostas... Seguir em frente, sem olhar para trás. É chegada a hora de quebrar esse muro, mudar; sair desse aprisionamento, quebrar as correntes. Quebrando os muros me sentirei, finalmente, livre!

"Liberdade é pouco; o que eu desejo ainda não tem nome" (Clarice Lispector).
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 20h11
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Cara de desilusão no metrô. Certa vez, uma amiga, que não mora em São Paulo, veio me visitar aqui e comentou algo que eu nunca havia reparado nesta cidade: -As pessoas no metrô têm cara de desilusão. Qualquer dia, repare. Elas, normalmente, estão lá, sentadas ou em pé, sempre cabisbaixas, com os olhares distantes e tristes. Por que será que todo mundo fica assim no metrô?
Opção 1: o metrô tem algum gás tóxico da desilusão dentro dele. Quando as portas se fecham, válvulas com o gás são acionadas e liberam a desilusão; Opção 2: o balanço do metrô tem um ritmo de andar causador de desilusão; Opção 3: as pessoas ficam desiludidas porque são pobres, f*&¨%das e mal pagas e não podem andar de táxi/carro; Opção 4: todo mundo que entra no metrô acabou de sofrer uma desilusão; Opção 5: todos são desiludidos por natureza, independente de estar ou não no metrô, mas demonstram isso quando estão no metrô, enquanto esperam chegar no seu destino. Opção 6: as pessoas, enquanto andam de metrô, fazem uma analogia disto com os caminhos que são traçados nessa vida e percebem quanta coisa foi deixada para trás. Isso provoca a desilusão nas pessoas que refletem sobre tudo isso; Opção 7: outra sugestão (deixe nos comentários).
Sempre que eu entro no metrô me vêm na cabeça as músicas da Adriana Calcanhoto , principalmente aquelas do álbum "Perfil".
Imagina, se a moda pega e, ao invés de dizermos "por que essa cara de quem comeu e não gostou?", falarmos "por que essa cara de desilusão no metrô?". Ou logos de propagandas intitulados: "Saia do banco de trás do metrô"; "Suas desilusões no metrô acabaram"; "Siga feliz no metrô".

É, realmente, as pessoas ficam com cara de desilusão quando estão no metrô. Sem mais.
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 00h13
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Forever alone na Virada Cultural 2011
Há 3 coisas que eu ODEIO, com todas as minhas forças: 1)Joguinhos no amor – o amor não é um jogo, mas as pessoas insistem em fazer dele um jogo; 2) Falsidade – a pessoa só fala mal da fulana; 5 segundos depois, a pessoa que falou mal da fulana, está abraçada com ela, como uma amiga íntima (isso quando não publica fotos com a legenda "AMO MUITO!"; 3) Pessoas que se acham melhores só porque passaram em determinada faculdade/curso - intitulo esses de FOREVER ALONE.

FOREVER ALONE - porque se sentem melhores que os outros e não são! Vou me ater ao tópico número 3. Recentemente, estava na Virada Cultural – evento que vou todo ano aqui em São Paulo (inclusive, esta última foi ótima, teve até cover dos Beatles) – e eu fui com dois amigos meus. Os metrôs funcionam 24 horas – coisa que eu acho que devia ter todos os dias na cidade ou, ao menos, aos finais de semana. De repente, começamos a ouvir uns gritos, ao longe, no metrô República. Na hora, ficamos um pouco assustados; depois, pensamos que deveriam ser gritos felizes; então, ficamos mais tranquilos. Quando os gritos começaram a se aproximar, vimos alguns caras, que aparentavam ter a nossa idade – entre 20 e 22 anos – gritando, que nem loucos, o grito de guerra do curso deles (inclusive que era cheio de palavrões, pelo que eu me lembro). Não vou dizer de que curso eles eram, nem de que faculdade eram, pois isso não vem ao caso. Também não quero generalizar determinado curso ou faculdade. Garanto que devam existir pessoas excelentes nesse lugar, visto a necessidade de muito estudo para aprovação nessa faculdade. Mas vou expor aqui o que eu e meus amigos pensamos nessa hora. Como uma pessoa vai à Virada Cultural, cheia de shows e cultura ao vivo, e, ainda assim, consegue pensar numa porcaria de grito de faculdade? Gente, sério, eu senti vergonha alheia nessa hora. Que mico! Nada contra se você ama seu curso, sua faculdade, etc. Eu também amo muito tudo isso (e não estou fazendo apologia, nem plágio quanto à frase do Mc Donald’s – pelo menos, não foi essa a intenção, mesmo que tenha parecido ser). O que gostaria de ressaltar aqui é: como uma pessoa consegue levar para o centro da vida dela apenas e somente a faculdade? Existe vida fora de lá, sabia?! E existem pessoas tão brilhantes quanto você, fora da sua faculdade e fora do seu curso! Existem pessoas únicas e que não são qualificadas pelo que tem, mas, sim, pelo que SÃO! Fico preocupada quando vejo que pouca gente dá valor a uma coisa óbvia pra mim. De forma alguma estou dizendo que não seja importante ter uma carreira e um estudo – é claro que é importante! Mas você não precisa mudar seu jeito de ser a partir do momento em que você passa em determinado curso/faculdade. Se for pra mudar, que seja para a melhor! Afinal, se existe formação SUPERIOR, é justamente para nos tornarmos mais críticos, com visões múltiplas e universais. É também com este intuito que se criaram as Universidades: para nos tornarmos melhores, mais evoluídos, seres curiosos e investigativos. Entretanto, no caso isolado que relato a vocês, não foi o que aconteceu - eram pessoas limitadas pensando ser e agir como universitários. Convenhamos, cantar o grito de guerra do seu curso na Virada Cultural, além de mico, é TOTALMENTE descontextualizado! Ainda vá lá se estivesse em uma festa de comemoração da sua facul... Mas, na Virada? Primeiro, as outras pessoas não vão entender o quão essencial aquilo é (se é que isso é essencial mesmo), e podem te achar um grande babaca. Segundo, você não se torna melhor do que ninguém por passar em determinado curso. Você pode ter um status profissional futuramente, mas isso não é garantia de uma vida plena e feliz. Terceiro, muitos pensam que, se passarem em determinado curso, vão conquistar mulheres. Esse pensamento, para mim, tem dois nomes: falta de auto-confiança e coisa de Forever Alone. "Antes eu não conseguia nenhuma mulher, agora, com meu curso, eu vou tocar o terror!!!" (Forever Alone se achando). Esses homens não chegam a cogitar que algumas mulheres podem vir a gostar deles por outras qualidades, mais essenciais que essas, que possam demonstrar? Enfim, acho que já me alonguei nesse assunto, acabei mudando o foco. A questão é muito simples: cantar gritos de guerra só para aparecer na Virada Cultural – evento público, cheio de gente diferente – é algo ridículo e que eu considero extremamente superficial. A não ser que você queira ficar Forever Alone gritando na Virada, né? Sabe com o que eu realmente me importo? Com o quão profunda a pessoa que eu conheço é, isso, sim. Já conheci muita gente de cursos ótimos, faculdades ótimas e reconhecidas, e que eram profundas, críticas, que gostavam de discutir sobre variados assuntos. Pessoas abertas, com quem você discute desde de literatura até ciência e que, ao mesmo tempo, possuem humildade, respeito, educação - e essas são qualidades que nem precisam de formação superior; vêm do berço mesmo. De outro lado, já conheci pessoas de ótimas faculdades e cursos de nome, mas sem um pingo de sensibilidade, nem inteligência humana ou emocional. Do que adianta ter estudado tanto e continuar sendo boçal? Ou pior, entrar na faculdade e se tornar boçal? Essas, são pessoas que adoram falar sobre si mesmas, do seu curso, mas que não entendem nada sobre a vida, nem gostam de refletir sobre qualquer coisa. Pessoas que adoram contar vantagem sobre o que têm, acham que sua verdade é única e absoluta. Isso me dá vontade de vomitar! Não suporto isso e agradeço à Deus quando vejo que ainda existem pessoas que pensam feito eu, que não estou sozinha nessa. Gosto de ver que alguém ama o que faz, não pelo status que isso lhe traz. Ver que a pessoa estuda, se esforça. Luta a cada dia para conseguir o que quer; corre atrás de seus sonhos e nem precisa de um grito para mostrar que gosta do que faz. Ainda mais um com uma letra tão cretina igual a que eu ouvi no metrô, sem nada a acrescentar! Eu admiro ver aquelas pessoas, que ninguém nunca havia botado fé que conseguiriam algo, conseguindo. Não gosto de gente previsível. Gosto do surpreendente. Gosto de gente que tem força e energia para enfrentar os obstáculos. Agora... Gente que faz um curso com o intuito de se mostrar para os outros, só por status, gente com visão limitada... Esses, eu tenho asco, pois participam de toda a hipocrisia do mundo e sua podridão. Isso me faz pensar nos tempos em que as mulheres se casavam só com homens ricos e bem sucedidos – e olha que ainda tem mulher que pensa assim. Que coisa mais retrógrada, não? Ainda bem que as coisas vivem mudando e uma hora ou outra as pessoas caem em si e vêem o que realmente tem importância nessa vida. E é justamente o oposto disso tudo. A felicidade não está em toda essa futilidade; não está no status da sua profissão, nem no dinheiro que ela te garante (é claro que o dinheiro é necessário, visto o sistema em que vivemos, sejamos realistas). A felicidade está na simplicidade dos momentos; estar perto de pessoas que são realmente importantes em sua vida e que estiveram ao seu lado nos momentos em que você tropeçou na vida, e não apenas naqueles em que você foi reconhecido pela maioria. Felicidade é você trabalhar e ser grato, não pelo dinheiro que você recebeu de alguém, mas pela diferença que você fez na vida de uma pessoa por meio do seu trabalho; é você dançar, sem pensar no que vão dizer de você; ter amigos ao seu lado, independente de festas. Enfim, acho que a conversa, que era para ser bem pontual, acabou ganhando dimensões estratosféricas. Tudo isso foi pra dizer que, depois que você começar a compreender minha mensagem – espero que eu tenha sido compreendida como queria –, você talvez entenda o que quis dizer aqui. Se um dia você for à Virada Cultural (se é que já não foi), e você ouvir aquela música linda, depois de você ter curtido aquele show, ter conhecido pessoas das mais variadas culturas e ideias... Se depois disso tudo você vir – espero que nunca veja – um bando de gente gritando para se aparecer e dizer a que faculdade/curso pertence, você provavelmente pensará “o que essas pessoas totalmente destoantes do local estão fazendo aqui?”. Talvez eu esteja sendo muito inflexível no meu pensamento? Mas nada me tira da cabeça o que afirmei. Para resumir: seja sempre a sua essência; nunca a perca, pois é ela que te torna profundo e único. Do contrário, um dia, você acabará se tornando mais uma pessoa banal e previsível. Ou seja, não se torne o que chamamos hoje de FOREVER ALONE!
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 03h42
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Inércia. Por que temos tanto medo? Medo de altura, medo de escuro, medo de sonhar, medo de amar... A vida seria muito mais fácil, mas insistimos em complicá-la. Aprendemos, desde cedo, que devemos colocar uma máscara, sem nunca deixá-la cair, porque isso é o certo a fazer. E vamos assim vivendo, na hipocrisia da sociedade. O mundo competitivo, desde os primórdios, fez do ser humano um grande imbecil: que trabalha anos e anos, feito um escravo, fazendo o que não gosta, e submetendo-se a humilhações. Depois disso, fica pensando no que poderia ter feito, mas não fez. Isso é ser racional? É racional se prejudicar? Passamos o tempo cumprindo com o que chamam de “nossas obrigações”. Porque devemos completar o ciclo que nos determinaram, sem antes terem nos consultado se queríamos realmente vivenciá-lo. Quando crianças, temos que ser educados, mesmo com gente chata; temos que ir para a escola e concordar com tudo o que o professor diz, mesmo quando ele está errado; temos que ignorar os colegas quando eles riem de nós; temos que ir dormir cedo; temos que ficar em casa, pois ainda somos muito novos para sair à noite; temos que fazer uma faculdade; temos que encontrar um parceiro (a) para casar; temos que, também, ter filhos; depois disso, temos que pensar, acima de tudo, neles e sustentá-los, ensinando-lhes todas essas Leis dos Homens; temos que viver por e pelos filhos; temos que ser avôs/avós; e, então, temos que ter menos manias. E, finalmente, morremos e somos esquecidos. Dizem que isso é o curso natural da vida. Queria saber quem deu origem a todas essas regras. Porque elas vão se modificando, constantemente. Surge daí uma contradição. Antes, mulher solteira e grávida era um absurdo; hoje, não é mais. Mulher gorda era lindo; hoje, é ridicularizada. Na Grécia Antiga, homossexualismo era normal; depois de um tempo, chegou a ser visto como doença. Exceto Galileu Galilei/Marilyn Monroe/Vinicius de Moraes e outra minoria, muita gente não é eterna, e nem sempre terá grandes feitos no mundo. Isso acontece pelo fato de vivermos em torno de tantas regras falsas. Perceba que, dos nomes que citei acima, nenhum deles ficou famoso por seguir o que dizem. Foi justamente por terem chocado a sociedade, por terem saído do padrão, que se tornaram tão eternos para o mundo. Atualmente, são vistos como pessoas ímpares, admirados por todos. Achamos normal dizer o que temos e não o que somos. Valorizamos mais diplomas de mestrado ou doutorado de uma profissão, e deixamos de lado o mestrado e doutorado da alma. A grande questão é que nada disso é natural da vida. É tudo, sim, muito artificial. É tudo muito papel e pouca verdade. A grande maioria não se casa por amor, mas sim por dinheiro; não cursa uma faculdade por paixão, mas pelo status que ganhará com ela; e, então, se torna frustrada . No entanto, vejam, a resposta para a frustração posterior está no modo como encara-se cada um desses tópicos. Vivemos na inércia, infelizmente; rimos de quem se interessa pelo sentido de estarmos aqui; resignamo-nos com a falta de ética nas pessoas e com a imundície de todo o mundo. Somos limitados, não reconhecemos o que está reconhecível, estampado à nossa frente. E, apesar de não parecer passar pra quem age assim, o tempo é curto demais! Ele se torna obscuro, misterioso. Sente-se medo da exposição, medo de se encontrar. Medo de enlouquecer, fingindo ser o que não é. Um dia, você se olhará no espelho e não se reconhecerá mais. Não deixe sua vida estagnada, sem nenhum aprendizado ou realização. Não finja ser, seja! Encontre-se! Exponha-se! Não viva pelas regras dos outros; viva pela vida; por sua vida, antes que seja tarde demais.
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 02h08
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Palavras eternas de uma caixa Estava aqui em casa e resolvi abrir aquela caixa enorme que guardo no armário. É, confesso que eu gosto muito de guardar coisas. Já guardei papel de chocolate e até chiclete (é, nojento, também acho isso hoje em dia, mas naquela época aquilo tinha um significado para mim além de baba e bactérias da boca de outra pessoa). Hoje, (e agora sintam-se aliviados - ou não) eu não guardo mais chicletes. Mas ainda tenho comigo muitos papéis que algumas pessoas achariam "idiotice", "besteira", tal como um bilhete cotidiano no colégio entre mim e duas amigas minhas, com uns desenhos que alguns nomeariam como inúteis ou babaquice. Mas, pra mim, aquilo teve uma importância, e hoje, quando leio, consigo dar risada nos momentos de tristeza (até porque todo mundo tem seus dias em que não está 100% feliz). Então, eu peguei aqueles papéis, ri e percebi que ainda guardo cartas de amigos meus. Algumas cartas eram de pessoas de fora, que eu me comuniquei durante anos, mesmo depois que mudei de escola, bairro e, até mesmo, cidade. Outras cartas eram aquelas em que minhas amigas resolviam escrever no dia e me presentear com ela, como surpresa. Também guardo presentes ali naquela caixa . Tem certos presentes que não queremos que qualquer um veja, pois são especiais, e as coisas mais especiais devem ser vistas apenas pelos nossos olhos. Muita gente poderia achar aquilo uma "besteira", ou até "piegas" demais (lembrem-se, não guardo mais chicletes mascados, ok?). Além de tudo, ainda tenho alguns e-mails, aqueles em que na hora da raiva eu deletei pra nunca mais me lembrar, mas que, no final, antes de deletar, imprimi, pra ler e reler, interpretar e reinterpretar... E quase nunca consigo chegar a uma conclusão quando leio estes. Revendo o que disse anteriormente, chego à conclusão de que eu adoro as palavras e o jeito que estas se movimentam em linhas infindáveis aos meus olhos. Gosto de olhar pra cada uma delas hoje e tentar desvendar o significado oculto do uso em "você é..." ou "eu digo isso porque". Às vezes, consigo até tirar uma pequenina parte do significado, que vai mudando conforme eu vou lendo. E, no outro dia, aquela mesma palavra pode ser vista em um contexto totalmente diferente ao anterior. E, você há de concordar comigo, só vai saber o significado real da palavra o próprio autor que a utilizou. Só ele saberá por que selecionou aquela e não a outra, por que jogou naquele contexto e não no outro. E é por isso que as palavras são tão profundas e, simultaneamente, tão simples. Por exemplo, quando dizemos ou escrevemos "mundo" e "vida", sabemos a o que nos referimos, porém, entendemos em partes. Essas duas pequenas palavras nem chegaram próximas à imensidão e à complexidade de ambos. O mesmo se aplicaria aos sentimentos. Só se sabe a grandeza da palavra amor ou da palavra amizade após experienciarmos ambas. Se tornam, portanto, meros vocábulos, ordinários, perto da magnitude do significado de experienciá-los. De outro lado, as palavras, muitas vezes, não são apenas palavras. Grudam no nosso pensamento e de lá ninguém as tira. Elas podem mentir, mas também podem falar a verdade. Podem ferir, deprimir, mas também alegrar e trazer esperança. As palavras vão e voltam, com seus mais diversos significados. Podem arrepiar e podem acalmar. Podem assustar. Essa relação, que pode até ser vista como um paradoxo se pensarmos bem, deixa-me curiosa. Sabemos, nossas experiências influenciam em como interpretamos o significado de determinada palavra. E é por isso que guardo tantas delas dentro daquela caixa, cada uma com sua experiência de vida diferente, cada uma contando suas tristezas, decepções, desafetos, mas também contando as alegrias, o despertar de uma ideia, o desabrochar da adolescência e o primeiro beijo, o despertar da maturidade na faculdade, ou até mesmo uma piada compartilhada. Todos os dias em que estou triste, pego aquela carta que me fizeram dizendo que só a lesse quando estivesse nesse estado emotivo. E aquilo faz diferença na minha vida. Eu sei que, por mais que o tempo tenha passado, por mais que todos mudem e se afastem, as palavras daquela pessoa permanecem lá, intactas, eternas, assim como também permanece a lembrança dos momentos com ela. Nós não somos eternos e dificilmente morreremos juntos. O que sabemos é que um dia as pessoas precisam se separar. Mas, as palavras, estas, jamais seguirão sozinhas. Estarão lá, guardadas na minha caixa. Talvez, eu goste de vê-las para tentar entender o sentido da vida, do mundo, de tudo que me cerca.
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 01h57
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Tenho tido saudades de mim Daquela pessoa que sempre fui E foi embora Só me restou muita mágoa aqui dentro Tanta coisa aqui em ebulição Só me restou a falta de confiança nas pessoas Sonhos não realizados... Que sonhos? Nem me lembro mais daqueles que eu tinha! Tenho sentido muita vontade de ser quem eu era Aquela pessoa se foi há algum tempo E talvez eu nunca mais consiga encontrá-la novamente A cada ano que passa Ficamos mais acordados e realistas Despertar não é nenhum pouco agradável Talvez fosse melhor não enxergar nada As pessoas mais felizes são aquelas que não compreendem a vida Tentar entendê-la não é a melhor forma de ser feliz O grande segredo que vejo agora É que mudamos tão repentinamente Que nem mesmo conseguimos nos reconhecer no espelho Eu me faço muita falta!
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 22h56
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Há muito perdi minha vontade de escrever Eu não considero que escreva bem Só escrevo E agora Os pensamentos estão todos lá Mas não consigo colocá-los aqui Não consigo mais expressá-los Por quê? Sinto milhões de palavras rodando na minha mente Ela quer gritar, mas não tem cordas vocais pra isso Não consigo mais me expor Preciso inovar no meu modo de expressão Nem eu mais me agüento aqui Inovar, inovar... Porque não quero mais repetição Chega! Vou buscar algo novo!!! Nada disso me encanta mais!!!
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 16h48
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Eu não abro os olhos Mas eu sinto Eu vejo como o vento Vento que faz a poeira voar Vento que leva cinzas Vento que leva pólen Vento que leva folhas Vento que leva chuva Minha vida corre Minha vida é ventania Que ora sopra Ora se enfurece O vento me faz sentir Os maus ventos também me fazem sentir Medo, raiva, nostalgia, alegria O vento traz tudo misturado a ele Tudo se destoa em ventos E segue sem rumo pelo alto O vento traz preocupação também O vento traz desorientação O vento sopra forte aqui dentro O vento mistura tudo dentro de mim E eu sigo assim, sem rumo Mas eu tenho que continuar Continuar seguindo nessa ventania Toda ventania uma hora acaba Toda ventania uma hora passa A minha ventania vai repousar um dia
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 01h06
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Decidi que quero me conhecer melhor por uns tempos Sabe, há tempos que eu não refletia sobre minhas ações nessa vida até agora Muitas vezes eu agi sem pensar no amanhã Muitas vezes eu me deixei levar pelas ilusões Ilusões estas, que eu mesma criei na minha mente Quantas vezes caí na besteira de me relacionar sério com alguém que eu não levava a sério Quantas vezes perdi meu tempo com pessoas que nada queriam comigo Quantas vezes sonhei em vão... Mas, sabe, eu não me arrependo de nada Pois depois que caí em mim Eu comecei a oferecer maiores chances de viver E eu vivi Vivi intensamente Provei que eu podia me relacionar sério com quem eu gostava de verdade Não sei se fui correspondida, e não me importa se eu não fui Pelo menos eu me dei a chance de abrir meu coração a alguém nessa vida novamente E isso faz bem à nossa alma Pois ninguém é de ferro, ninguém tem o corpo fechado Todo mundo sonha em um dia amar alguém de verdade E poder demonstrar todo sentimento que se sente Todo mundo quer viver intensamente, não me diga que não, pois não é verdade, meu amigo! Todo mundo que sofre Sofre porque escolheu assim É claro que ninguém sofre porque queria sofrer Mas todo mundo que sofre É porque se doou pra vida, sem medo dos riscos Arriscar-se, nada mais é, do que sentir na pele as coisas da vida Sentir de perto a dor e o sofrimento Mas a parte boa É que se sentem muitas alegrias também Porque você se joga para o mundo como você sempre quis Quando amamos de verdade mostramos nosso verdadeiro eu Não temos medo de parecermos tolos, irracionais ou meio doidos Não temos medo de nada, nem de ninguém Não temos medo de nenhum obstáculo que possa interferir na nossa vida A única vontade que temos é a de estar ao lado do ser amado Essa coisa, essa vontade, esse sofrimento, esse sei-lá-o-quê com gosto de vida Talvez Meu amigo A gente só tenha ou vá ter Apenas uma vez na vida
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 23h22
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(Sabina, personagem do filme baseado no livro de Kundera)
A leveza do ser também é insustentável pra mim. Mas eu gosto de usar chapéus.
Escrito por Rebeca Pessoa, eu mesma às 03h54
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